Entenda como usar a imagem pessoal de forma elegante, consciente e alinhada aos seus valores e propósito
Por Jordana Ayres


Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) analisados em estudo recente da EMI – Inteligência de Mercado, a população feminina brasileira passou de 86,2 milhões em 2000 para 108,9 milhões em 2024, representando 51,2% da população do país. O crescimento revela também uma presença cada vez mais ativa da mulher nos espaços de liderança, empreendedorismo, influência e expressão pessoal. A moda, deixa, então de ser apenas estética e passa a comunicar identidade, posicionamento e propósito.
Para a pastora, empresária e artista plástica Jaqueline Carvalho, autenticidade é o ponto de partida para que isso aconteça de forma natural. “A autenticidade começa quando a mulher entende quem ela é diante de Deus. Quando existe identidade, a roupa deixa de ser fantasia e passa a ser extensão da essência. A elegância não está ligada à necessidade de impressionar pessoas ou seguir tudo o que está em alta, mas à capacidade de transmitir verdade. Uma mulher segura da sua identidade não precisa perder seus valores para ser forte, feminina ou marcante”, afirma.
Em meio à pressão estética e à comparação constante alimentada pelas redes sociais, Jaque reforça que a moda deve servir à mulher e não controlá-la. “Nem toda tendência combina com sua essência, com sua estação ou com o propósito que Deus te confiou. Existe liberdade quando você entende que não precisa competir para ter valor.”
A empresária também defende que a imagem pode fortalecer a confiança feminina e até impulsionar mulheres a ocuparem espaços antes considerados inalcançáveis. “Quando uma mulher se olha no espelho e se reconhece novamente, algo dentro dela desperta. A forma como nos apresentamos pode fortalecer nossa postura, nossa confiança e até nossa coragem.”
Para ela, existe diferença entre inspiração e perda de identidade. A inspiração te acrescenta. A perda de identidade te apaga.” O perigo está em abandonar a própria essência para se tornar uma cópia de referências externas. Hoje muitas mulheres estão visualmente bonitas, mas emocionalmente desconectadas de si mesmas”, diz.
Mais do que aparência, a moda pode participar de processos de cura e reconstrução da autoestima. A reconstrução da autoestima não começa no guarda-roupa, começa no coração.
Jaqueline finaliza reforçando que vestir-se bem vai além da estética. “Se vista para honrar quem Deus te chamou para ser, não para tentar preencher vazios. A moda fica bonita quando ela não tenta esconder a mulher, mas revela a essência dela.”

